ARTIGO | Comércio esvaziado e temor de demissões em massa ampliam o pânico na cidade


O fechamento de estabelecimentos em Vitória da Conquista, por força de decreto municipal, diante do avanço do Novo Coronavírus (Covid-19), começa a produzir efeitos negativos no comércio local, a despeito da preservação da saúde público.


No centro da questão estão centenas de trabalhadores que temem demissões em massa com o esvaziamento de lojas, bares, lanchonetes, estabelecimentos de ensino restaurantes, academias, clubes, etc. A saúde, lógico, em primeiro lugar. Mas, e a sobrevivência pós-quarentena dos que dependem do trabalho para sustentar os seus?

Diante da passividade e condescendência da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória da Conquista (CDL) e do Sindicato dos Comerciários, que acatam decisões sem ao menos apresentar um plano B para seus associados e, por extensão, a preservação dos empregados, a já combalida economia local afunda gradativamente, na mesma proporção em que sobe o numero de comércios às moscas.

Em meio a tudo isso, o termômetro da recessão está no terminal de ônibus urbanos. Com horários de itinerários reduzidos gradativamente, mais pessoas em casa, menos funcionários no comércio e menos dinheiro circulando.

Assim, mais ônibus nas garagens e, por consequência, rodoviários parados, caixas vazios e contas a pagar se avolumando. 

Enquanto se propagam denúncias de falta de equipamentos para profissionais em saúde, a preocupação maior tem sido o desejo de se plantar grama, sobrepor asfalto sobre asfalto e aproveitar o vazio no centro para lançar a pedra fundamental do propagado Novo Terminal de Ônibus. A saúde é mais urgente... Sempre!

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