terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

TRANSPORTE PÚBLICO | Para não acabar, prefeituras e contribuintes terão que bancar


A CLANDESTINIDADE, COM AS SUAS DIVERSAS FACES, DESTRÓI UM BEM PÚBLICO

Exatamente isto. Os empresários, Brasil afora, começam a devolver os contratos de concessão, não havendo mais como manter as empresas de transporte público em funcionamento pleno, com salários em dia, impostos e renovação de frota. Os municípios ficarão com esta "BOMBA-RELÓGIO".
Para as empresas de ônibus restaram a obrigação de manter - com ou sem passageiros - os horários em circulação, que vão da madrugada até zero hora, em dias úteis, sábados, domingos e feriados.

Linhas são mantidas muitas vezes para atender aquela parcela de idosos ou pessoas com deficiência, professores, militares ou os estudantes que, não tendo o ônibus, gritam obrigando o poder público a manter aquele serviço deficitário. E a parcela de passageiros que pagam não é suficiente para sustentar os custos do sistema.

Em Vitória da Conquista temos vários casos emblemáticos, com regiões longínquas, como Cedro, Chácaras Guarani, Lagoa das Flores, Santa Marta e Pradoso.

Para as empresas, na maioria das cidades, restaram transportar os diretos sociais, tais como idosos, pessoas com deficiência, estudantes (meia-passagem), militares, soropositivo, hemodiálises, carteiros, oficiais de justiça, entre outros.

Se já reclamamos das empresas atuais que possuem autonomia para demitir e contratar (com isto corrigindo distorções na prestação de serviço). imagine trocar todos esses funcionário por servidores públicos, e que por força de lei o município não possui muitos recursos.

Imagine o município gerenciando uma empresa de ônibus onde não se pode, de imediato, ir numa loja comprar uma peça, pois antes tem que seguir a liturgia das leis e da gestão pública. Bom exemplo é olhar o pátio da Prefeitura onde estão máquinas, ambulâncias e viaturas sucateadas.

Nada está ruim que não possa piorar.

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