terça-feira, 8 de janeiro de 2019

EDITORIAL | Transporte Público X Aumento das Passagens

Vamos falar sobre transporte público e o aumento das passagens em três importantes municípios da Bahia: Feira, Conquista e Ilhéus.

A - Feira de Santana         R$3,95
B - Ilhéus                          R$3,80
C - Vitória da Conquista   R$3,80

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Por que?

Entre os muitos atores que precisam do ônibus, você, passageiro, precisa saber.

Qual o traço em comum que levou essas três importantes cidades baianas a ter valores de passagens no transporte público no nível de tarifas de capitais?

CLANDESTINIDADE, um problema que se tornou de todos.

A população usuária de ônibus, especialmente a que financeiramente menos pode, em qualquer cidade; empresários e órgãos públicos que compram vale-transporte mais caro para seus funcionários e servidores; estudantes que pagam meia-passagem - também mais cara, precisam de uma vez por todas entender que a proliferação da clandestinidade, ou os famosos vanzeiros ou “pais de família” são os responsáveis por essa inflação ou majoração nos preços das passagens de ônibus urbano.

Basta observar a quantas anda o transporte dessas três cidades.

E QUEM ESTÁ BANCANDO ISTO TUDO?

Você, que de alguma forma paga pela passagem ou que precisa do transporte público.

E não é somente quem paga a passagem que vem sendo punido. As pessoas que possuem direitos sociais, tais como idosos e deficientes (apenas para citar dois exemplos), que trafegam gratuitamente também estão pagando alto com sacrifícios emocionais por essa amarga conta para manter a clandestinidade predatória nas ruas.

- “Mas, como estou pagando se ando de graça?”

Não arrecadando, as empresas reduzem a quantidade de ônibus nas linhas deficitárias. Com isso menos horários ou intervalos longos entre um ônibus e outro. ISSO QUANDO A LINHA DE ÔNIBUS NÃO É ABANDONADA.

Enfim, passou da hora de vereadores e prefeitos reverem suas políticas públicas nessa área, focando nos interesses dos milhões de passageiros penalizados com gastos desnecessários.

Gestores públicos (executivo e legislativo) precisam fazer a contabilidade do quanto está custando ao erário esses vales-transporte mais caros destinados aos servidores públicos.

E você, comerciante? Como está pagando essa conta da clandestinidade no transporte público?

Com a passagem mais cara as pessoas irão consumir menos, desde um pãozinho francês, um bife, um cafezinho, calçado ou vestuário para sobrar para a passagem de ônibus. Façam as contas:

Imagine se a passagem fosse  mais barata em R$0,20. Sobrariam, ao dia, R$0,40 no bolso de milhões de passageiros. No caso de Vitória da Conquista, são 90 mil pessoas ao dia. Multiplique R$0,40 por 25 dias. Seriam muitos litros de leite e carne que poderiam ser consumidos a mais na economia local.

Fica a um alerta aos deputados, prefeitos, vereadores, empresários e quem sabe até a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

O foco está errado. Priorizam a minoria (clandestinos) em detrimento da economia local.

Os vereadores Professor Cori, Gilmar Ferraz e Viviane Sampaio vem alertando para a fuga de passageiros no sistema de transporte público, de 1,7 milhão (um milhão e setecentos mil) caiu para 1,1 milhão (um milhão e cem mil). Aqueles que restaram nos ônibus ficaram com a conta de cada viagem para pagar sozinhos. O custo é o mesmo, seja com 100 ou com 10 passageiros.

Dito tudo isso, visto tudo que vem ocorrendo nessa cidade e em outras com comportamentos idênticos, fica a certeza: A CLANDESTINIDADE SE TORNOU PROBLEMA DE TODOS, JÁ QUE TODOS ESTÃO PAGANDO A AMARGA CONTA.

Conclusão? Passagem mais cara, menos ônibus nas ruas, menos horários e linhas abandonadas.

O QUE JÁ SE FALOU SOBRE O ASSUNTO:

EDITORIAL | Transporte Público perdendo 42% dos passageiros pagantes

... E MAIS ...

Transporte Clandestino de Passageiros | VANZEIROS CONTINUAM SUJEITOS A APREENSÃO