quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

EDITORIAL | Quando a política falha a cidade perece

Quando a política falha a cidade perece, explica o vereador Professor Cori.
São 90 mil conquistenses pagando diariamente a conta mais cara para andar de ônibus, sabendo que em breve podemos não ter mais o Transporte Público que tanto faz inclusão social.

Uma conta de padeiro*, mas que parece ser ignorada, alerta o vereador.

A passagem poderia ser mais barata, ajudando 90 mil conquistenses, e ainda garantir a continuidade do transporte público saudável sempre com novos investimentos e inovações.

Como?

Não fosse a fúria destruidora desencadeada pela clandestinidade, que destrói a olho nu o bem público de Vitória da Conquista, o sistema de transporte público teria a bordo dos ônibus - no momento - cerca de 1,7 milhão (um milhão e setecentos mil) passageiros pagantes ao mês (conforme edital de licitação (Processo Licitatório nº 04/2011) e dados históricos.
Então, façamos as contas que muitos tentam ignorar, imaginando a tarifa congelada em R$3,30 (como era).

1.700.000 x R$3,30 = R$5.610.000,00 (este seria a faturamento do sistema).

Sistema rumo  ao abismo:

Agora vejamos a realidade dramática do transporte público, que no compasso que segue em rápido ESVAZIAMENTO, contabiliza cerca de 1,1 milhão (um milhão e cem mil) passageiros.

Logo...

1.100.00 x R3,80 = R$4.180.000,00

Observe que a população, empresários locais que compram vale transporte (LEIA AQUI)  e os cofres públicos estão pagando a conta para manter a clandestinidade. Dramático SABER QUE A CIDADE PODE FICAR SEM O TRANSPORTE PÚBLICO que garante:

A - Quase MIL empregos aos rodoviários.
B - Quase hum milhão de idas e vindas gratuitas ao mês, entre idosos, pessoas com deficiência e estudantes.

Uma conta simples:

Uma realidade estampada em nossas ruas, bem diante dos olhos dos poderes executivo e legislativo, autoridades, OAB, Ministério Público e imprensa.

Um bem público que não poderia ser tratado ou conduzido de forma partidária, antes pensando nos milhares de passageiros eleitores que menos podem e que tanto dependem do ônibus nas madrugadas frias ou chuvosas, ou seja; o ônibus de cada dia.

N.R.: Estamos falando de um conceito muito simples, conhecido popularmente como “conta de padeiro”: se a receita cai e as despesas aumentam, o negócio não se sustenta.

O QUE JÁ SE FALOU SOBRE O ASSUNTO:

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