segunda-feira, 26 de novembro de 2018

EDITORIAL | Transporte público: Clandestinos reconhecem que sistema caminha para falência

Imagem: Arquivo/Redes sociais
A ATRAVIC, inconformada com as blitze, sem perceber reconhece que contribuiu para a falência da Viação Vitória e com essa publicação de um carro da Viação Cidade Verde demonstra que nem mesmo esta empresa suportará e irá ao sucateamento e falência.


Vídeos com mensagens subliminares, ora dramáticas ou com ameaças políticas são viralizados pela comunidade clandestina no sentido de “emparedar” o governo municipal, órgãos fiscalizadores e - quem sabe - até ganhar o apoio de algum órgão da imprensa.

Fato que a situação saiu do controle, inclusive dos próprios vanzeiros que permitiram a multiplicação da clandestinidade na cidade, conforme o vídeo também divulgado por eles mesmos onde o prefeito Herzem Gusmão já os alertavam de que não permitissem a multiplicação.No vídeo o prefeito usa até a metáfora do "poço com a água limpa”.

       
Enquanto isso o transporte público caminha para a total falência. Não bastasse metade da cidade ser transportada através de um contrato emergencial. O próprio nome por si só já mostra que algo muito sério acontece no transporte público. Temos um DECRETO que reconhece estado de calamidade no transporte público.



A Viação Cidade Verde, que chegou à cidade com 80 ônibus 0 Km, conforme a publicação dos vanzeiros, demonstra que o sistema é caro e a empresa já dá sinais do inevitável desequilíbrio.

O que os clandestinos não perceberam é que toda esta tragédia no transporte público, que levou 517 famílias a ficar sem empregos e seus direitos, foi justamente provocada pela clandestinidade, que toma de assalto o transporte público.

Ver a Viação Cidade Verde desfalecer é motivo de pânico, mais do que o efeito de edital que reconhece estado de emergência no transporte público.

São mais que indícios, mais que dados reais para alamar as autoridades que devem agora se preocupar em favor dos quase 100 mil passageiros ao dia que dependem de ônibus. Não cessam as preocupações. Imagine, ao mês, cerca de meio milhão de meias-passagens destinadas aos estudantes, outro meio milhão de gratuidade aos idosos e deficientes.

Quase duzentas mil viagens gratuitas na forma da integração temporal. Nada disso os clandestinos garantem, tão pouco as linhas de ônibus de baixa rentabilidade.

Que as publicações dos clandestinos sirvam também para validar e confirmar que a catástrofe é repentina, mas os passos que nos levam até esta catástrofe são graduais, demonstrados pelos próprios clandestinos. O que mais está faltando...?

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